Quem sou eu

Minha foto

Fábio Navarro escolheu a escrita, pois não havia saída para o que fervia em seu hipotálamo. Desde os tempos onde, morando em um dos últimos círculos do inferno interiorano paulista,aprendeu que até um papel de pão servia como exorcismo. Nascido nos últimos dias de setembro, quando as folhas já não mais florescem. Expelido por entre restilos de cana de açúcar, dentro do ventre de uma cidade do interior, resolveu sair de casa cedo. Tão cedo que por mais que tente regredir o tempo, não consegue.

Mas esconde-se o máximo que pode através de fantasiosas inverdades escritas em papéis ou destiladas em espaços binários.

Fanático varrido por músicas estranhas, escreve sobre elas em dois sites cariocas, além do seu próprio espaço. 
Anarquista de HQ, descrente da profissão biológica e acreditando que Deus na verdade é Andy Kauffman, trabalha em seu segundo livro.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

MAIS UMA LEVA....

Não é fanatismo não....

TAHITI 80
Nascidos desde 1993 e com um disco que em 2009 tinha tudo para coloca-los na frente, esse quarteto francês é empolgante. Com tanto tempo de estrada o pop rock eletro dessa banda parece a cada ano ficar um pouco mais redodondo. Activity Center (o disco de 2009) já era bem produzido e tinha todas as canções direcionadas para a pista de dança.

Lançado dia 25 de outubro, o single Solitary Bizness, faixa que faz parte do EP homônimo, que com apenas 80 cópias esgotou-se rapidinho. Uma nova fornada vai sair semana que vem, mas o single já pode ser baixado no site da banda. Ouça aqui uma das faixas do EP, a vulcânica Keys To The City, depois baixe sua versão de Solitary Bizness.



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ABENÇOADOS LISÉRGICOS

Com um som perdido no tempo....

MINI MANSIONS
O trio californiano tem as bençãos de ninguém menos que Josh Homme e o Queens Of The Stone Age. O disco de estréia que será lançado no dia 02 de novembro, foi postado para audição na página do Facebook da banda de Josh. E mesmo sabendo que a gravadora Reckords Reckords provavelmente tem mais culpa dessa conjunção do que o senhor Homme, a banda merece (e muito) uma olhada atenta ao som.

Primeiro porque Zach Dawes (baixo e vocais), Tyler Packford (guitarras e teclados) e Michael Shuman (bateria), deixam a impressão de que moravam em Londres durante os anos de 69 e 71 e passaram grande parte do seus dias espionando o que os Beatles faziam. É quase palpável a influência desses dias no disco de estréia da banda. The White Album, Magical Mystery Tour e Revolver transbordam referências, assim como uma soturnidade muito próxima às canções compostas por Lennon. Mas não são apenas notas inglesas que perfazem essas canções. Existe uma psicodelia contida por entre espaçosos bordéis, onde o teclado da Mini Mansions passeia. E definitivamente a banda foge da receita fácil do shoegaze desse ano de 2010. Muito mais na praia dos garotos da guerra fria.

Como uma canção é pouco e o disco corre o risco de ser um dos mais bacanas de 2010, escute-o logo abaixo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A LINGUAGEM MÃE....

Ultimamente os franceses....

MONDRIAN
Por mais que não existam possibilidades infinitas, o pop francês tem revelado algumas boas surpresas nesse ano de 2010. Aqui mesmo no GD durante o percorrer desses meses a coleção de bandas tem mostrado-se efervescente. Le Maison Tellier, Nelson, Archimede, Phoenix e os desbravadores do Air são exemplos de que, o povo que orgulha-se de sua língua nativa, gosta mesmo é de cantar em inglês.

Esse trio que prolifera uma coleção de notas que passeiam pelo folk rock e o pop mais cerebral, conseguem nesse seu EP de estréia, POP SHOP, manter os ouvidos atentos e querendo descobrir por onde irão correr as simples mas marcantes passagens dos teclados. Do mesmo jeito que torna-se quase impossível não bater os pés ao som de All The Things Money Can't Buy, uma quase alquimia de Wilco com Ting Tings desacelerado. Sejam pelas batidas lacerantes, ou os acertos nas canções mais calmas, MONDRIAN é um dos nomes à ater-se esse ano.
Ouça todo o EP de estréia da banda.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ACORDES EM MEMBROS INFERIORES VULCÂNICOS

As vezes a questão não é a novidade....

THE DUKE SPIRIT
fotografia de KRIS ZAYCHER

A banda não é nova, muito menos está lançando o single mais esperado do ano. E nem tornou-se de uma virada de hora para outra, a salvação da lavoura. Mas o quarteto londrino já trocou figurinhas e tocou junto com Queens Of The Stone Age, Black Rebel Motorcycle Club, Supergrass e Eagles Of Death Metal. Tá bom assim??

Não!!! Então continuemos...
A banda vem pelas beiradas desde o lançamento da primeira canção, Darling You're Mean/Bottom of the Sea. O quarteto que conta com Liela Moss (vocais), Luke Ford (guitarras), Toby Butler (baixo) e Olly 'The Kid' Betts (bateria), continuaram percorrendo os arrebaldes até que em 2004, conseguiram um contrato e lançaram o disco completo (Cuts Across The Land). Bem recebido pela crítica, a banda iniciou o processo de evolução do som.

Percorrer garagens sem cair em algum tipo de clichê é uma das melhores características da banda. Uma direção menos pop do que o Metric e enveredando mais nas notas pesadas do Sweethead. E mesmo com essa definição forte do som, The Duke Spirit acaba deixando-se levar pela famosa temática, vocalista com um par de pernas titânicas e uma voz que deixa qualquer marmanjo atordoado. Em compensação os riffs são bem desenhados com peso de lápis escuros e quentes. Nunca deve-se confundir a banda com o folk rock do Kings Of Leon, pois Liela está muito mais par Alison Moshart dos The Kills do que para Caleb Followill.

Veja e ouça aqui, EVERYBODY'S UNDER YOUR SPELLLION RIP.




segunda-feira, 25 de outubro de 2010

EXORCISMOS....

Dos sons tribais...


LYKKE LI
Quando você depara-se com a voz e as notas dessa menina nascida em 1986, nunca imagina que ela desceu para esse plano na Suécia. Tamanha a veia ardente de ritmos tribais e letras como "eu sou sua prostituta, você terá o que é seu". Antes desse par de canções novas (que serão lançadas em um EP logo mais), a cantora trabalhou com ninguém menos que N.A.S.A., Santogold e Kanye West.

Duas faces diferentes de uma mesma e talentosa moeda. GET SOME, a primeira é suingada dança indígena com o nervosismo perfeito para qualquer pista e PARIS BLUE é de uma melancolia tão grandiosamente bela que é difícil não emocionar-se. E veja bem meu boateiro leitor, notícias davam conta de que nossa mais nova figurinha no álbum das musas cantoras, estava compondo e filmando para superar uma depressão pós turnê, assim como um coração partido.

Ouça GET SOME e PARIS e veja se Lykke exorcizou tudo...





ATUALIZAÇÃO:

Ontem saiu o vídeo para o single Get Some, confere logo abaixo...

sábado, 23 de outubro de 2010

DENSAMENTE ASSUSTADORES

Existe uma certa antecipação quando o assunto são duplas que adentram pelas portas mais densas. Como se um novo membro de uma linhagem sanguínea iniciada nos porões helicoidais de uma Portishead ou Björk, surgisse.

PAPER CROWS
Instalados logo após o nascimento de Bat For Lashes, Good Nature ou Nendry, essa dupla formada por Emma Panna e Duncan McDougall mostram que em algum ponto na linha da realidade paralela, onde vivem os grupos criadores desse clima etéreo e densamente povoada por alucinações quase opacas, reside uma força onde as notas distorcem realidades tornando o sombrio em estímulos auditivos que são de uma pureza extrema.

Mesmo a dupla reunida por apenas um ano, a maturidade que as composições possuem são devidamente assustadoras. A canção que você ouvirá aqui no GD (STAND ALIGHT) tem levezas binariamente colocadas em forma de hipnose, fazendo com que a canção pareça construída por uma banda que tem muito tempo de estrada.
Mas o destaque é a voz tenebrosamente doce de Emma. Algo como se as mais profundas covas pudessem tecer os mais sedosos toques. De uma beleza que assusta, mas definitivamente uma das vozes mais bonitas desse ano.
Além de Stand Alight, a banda gravou uma cover para a canção CLOUDBUSTING de Kate Bush. Fica claro o porque ao ouvir o som.



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ESTRÉIAS

Eles apareceram há algum tempo nos podcasts...

KORDAN
 O trio do Brooklyn caminha por entre o shoegaze contendo pedaços de eletro-pop sombrio. A raiva substituída pela calmaria de não ter a intenção de sobrecarregar ouvidos dentro de instavéis distorções. O vídeo de Mirror já mostrava que a banda não tinha a menor intenção de permanecer dentro de uma destemperada vibração sônica. Sorte de quem gosta das especulações abstratas de ritmos muito mais vagarosos do que atormentados.

Uma bela fusão de fim de tarde cinza. Ouça a própria MIRROR e CLOSER, duas faixas de THE LONGING o disco de estréia.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

FRANCESES E SUAS DECISÕES...

Franceses...

BOOLFIGHT

A virada do ano de 2005 para 2006, foi marcante para esse quarteto parisiense. A decisão de gravarem o EP homônimo, deu início ao encontro da banda com seu som. Antes vagando por muitas influências que variavam desde a matemática ao pop estridente, o Boolfight até então era mais um amontoado de estilos desconexos. A mini-bolacha deu um porto e direção ao som da banda. O que foi uma decisão acertada, pois desde então os rapazes vem produzindo uma certa  bela quantidade de canções com um apelo pop-femoral incrível. Na sequência do primeiro trabalho, vieram mais dois EPs.

From Zero to One, de 2009 e o mais novo trabalho da banda, MULTIPLE DEVILS. Uma coleção de seis músicas que mostram a relevante veia que ainda distribui uma gama de phoenixidades pelas notas. Dificil é manter seus pés parados e acompanhando o ritmo dessas melodias que tem uma melancolia quase morriseyniana, mas de beleza e força equivalentes. Vale o quanto gasta a sola de seu tênis.
Ouça todo o novo EP da banda aqui no GD...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

DESTINO

Muitas vezes o destino não deixa nada passar...

TROPHY WIFE

Já há dois dias esse vídeo bate na porta binária do meu nasal, mas por algum motivo eu não consigo terminar de ouvir a canção e por um questão de hiperatividade mongolóide acabo correndo por outros afazeres.
Mas essa banda de Oxford parece que não sairá das proximidades de meus estribos e bigornas enquanto eu não ouvi-los corretamente. Sinestesias de destino que muitas vezes podem ser carregadoras de acordes estranhamente belos.

Nos sítios geográficos dos grizzilianos tons, onde o pop torna-se menos palatável e inicia um processo mais cerebral, como na mesma casamata de bandas como Wild Beasts e Dirty Projectors. O trio nesse momento anda viajando com outros matemáticos, os FOALS. O single MICROLITE é o primeiro e a cena do cereal é uma das mais psicotrópicas da paróquia....

terça-feira, 19 de outubro de 2010

OUTRO LEMONHEAD????

Elas já haviam feito talvez a melhor cover do ano


THE SUZAN

E agora elas foram mais audaciosas ainda. Dessa vez  KANYE WEST foi o escolhido e a canção PARANOID é a bola da vez.
Estaremos todos nós diante de mais um caso de Lemonheadnismo ou as meninas do Japão apresentarão algo além disso?

Apenas o tempo se encarregará de sanar a dúvida.Ouça a versão das The Suzan....

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

MELODIAS E QUEBRA CABEÇAS....

Aliás a apresentação da banda SEABEAR, que foi gravada em Nova Yorke e gerou o vídeo da canção Arms, apresenta um design diferente e lindo demais.
A ilustradora Melaine durante as canções, fez uma ilustração da banda que foi usada como abertura nos dois vídeos. Combinando-os tem-se o desenho todo.
Uma bela sacada para uma tarde onde havia violão, violino, donuts e canções. As duas músicas são LION FACE BOY e LEAFMASK.



FITINHAS VIRTUAIS....

Mixtapes oficiais.

THE BIG PINK

A banda revelação de 2009 com o bate estaca DOMINOS, anda afastada dos holofotes mais reluzentes. Nem por isso a situação denota algum tipo de conformismo ou inatividade. 2010 tem sido um ano de agenda cheia para os ingleses que tocaram nos principais festivais do planeta. E agora lançam o primeiro disco de mixtapes compiladas por Milo Cordell, feito exclusivamente para os fãs da banda.
Com uma fonte disneyniana e uma capa mais do que paquidermicamente lisérgica, com nuances dos sonhos de Dumbo e Fantasia, o track list eclético escolhido pelo Big Pink foi esse:

1. GR†LLGR†LL 'Slow Dancing'
2. Love Distance 'Move On The Rain
3. Gang Gang Dance 'Ego War'
4. Joker 'Snake Eater'
5. Active Child 'Body Heat (So Far Away)'
6. Henny Moan 'Vreg Dreams (Little Slow Mix)'
7. Sewn Leather 'Smoke Ov The Pvnk'
8. Balam Acab 'See Birds'
9. Yusuf b 'kiss the nite'
10. ZVA 'Nothing'
11. No Bra 'Minger (These New Puritans Remix)'
12. JJ 'Let Go'
13. Salem 'Dirt'
14. Light Asylum 'Shallow Tears'
15. The Big Pink 'Velvet (BDG Remix By Gang Gang Dance)'
16. Actress 'Hubble'
17. oOoOO 'Mumbai'
18. The XX 'Fantasy'
19. Horse Macgyver 'Tetanus Wine'

As canções escolhidas pela dupla para ilustrarem esse novo passo do Big Pink, estavam espalhadas pela internet e algumas delas nem gravadas foram. Em um trabalho de pesquisa e remizagem incansável de Millo.
A banda ainda está "doando" uma das canções que aparecem na mixtape, Henry Moan (Vreg Dreams), que você pode ouvir abaixo e depois correr AQUI.

sábado, 16 de outubro de 2010

DUETOS QUASE BARULHENTOS

Não tinha me empolgado com o pop da Virginia, mas...


ETERNAL SUMMERS

A dupla forma uma equilibrada mistura de psicodelia suave e rock alternativo dos anos 90 e 00, perfazendo mais do que apenas hinos poptônicos palatáveis. As músicas tem o equilíbrio certo entre a estranheza e a delicadeza dos acordes mais assoviáveis. Talvez pela formação White Stripes às avessas (o feminino na guitarra e o masculino na bateria), essa balança Yin-Yang da cena indieanista funcione tão bem.

Remetendo aos shoegazianos entrecantos de galáxias com mais de quinhentas claves bem afinadas, o Eternal Summers é uma das boas surpresas dentro de qualquer lista de revelações desse ano. Além do que é capaz de fazer uma cover com uma competência e beleza ímpar, como você confere aqui no GD com a canção SALTY SALUTE (originalmente do Guided By Voices). De quebra o video clip de SECRET LANGUAGE e o single POGO.





DISTORÇÕES CAMPESTRES

E em tardes de sábado onde a procura pelo cigarro parece ser mais forte que a vontade de parar de fumar....

J-RODDY WALTSON AND THE BUSINESS
Esse trio de Baltimore vem com algo que em muitas notas parece com o início do caminho dos Followill. Uma mistura bem atomizada de country rock e blues garageiro de primeira. Mas as semelhanças terminam por aí.
Não existe uma singela célula de boy bandismo na banda. Os sujos riffs de guitarra que povoam catedrais mais mississipianas em canções como Use Your Language, fazem um belo contraponto com o peso de acordes distorcidos. Aquela famosa fusão zeppeliniana que sempre será bem vinda aos poços auditivos de serumem corrosivo.

Muito mais dentro do contexto de raízes do que seus compatriotas, esperamos que realmente a banda enverede muito mais pelo caminho trilhado pelos Black Keys do que pelos Reis de Leon...
Aqui no GD duas, USE YOR LANGUAGE e FULL GROWING MAN.



quinta-feira, 14 de outubro de 2010

DISTORÇÕES LONDRINAS

Dos climas tenebrosos....

BLINDNESS
O quarteto londrino parece ter saído de alguma profundeza sombria e cheia de riffs tectônicos. Existe uma rebeldia motociclística somada à uma européia voz de estilo suédico. Nada que comprometa o peso e a transcendência em eletrostática de solos distorcidos e baterias levemente desconexas. Com uma leve disseminada do pós punk dos anos 80, esses ingleses poderiam muito bem enveredar para um rock empoeirado, sujo e bluseiro, mas preferem ter metalizações mais drásticas.

O EP CONFESSIONS já rola pela eletrosfera virtual desde o mês passado, mesmo a banda em estado de sublimação inicial de suas claves de sol atomizadas. Para ouvir com o som aos berros.
Aqui no GD duas, CONFESSIONS e BROKEN.




quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A MELHOR COVER DO ANO??? (QUE DISPARATE!!!)

Todo mundo sabe que de vez em quando uma cover aparece.....

THE SUZAN


Existe uma infinidade de bandas japonesas (tá uma infinidade não), que conseguem definitivamente sair da linha média do mundo alternativo, que copia o que sai do Brooklyn, L.A. ou qualquer parte da Inglaterra. O Go!go!go! é um exemplo mais bacana. Porém, as meninas da THE SUZAN deslocaram todos os tímpanos nessa versão da faixa que fecha o disco Is This It? dos queridinhos STROKES, TAKE OR LEAVE IT.

A versão das meninas japonesas é no mínimo interessante. Primeiro pelo estilo de cantar mais turístico possível. Take or leave it virou take or reave it e leave alone virou reave me arone. Mas as japonesas sabem bem o que fazer com todo o punk pop delas, você pode até dar uma corrida no my space e não se arrepende (lá no bandas citadas).
O importante aqui é a mistura de tecnologia quase B'52's com uma punk de botique impossível de ficar parado e mesmo a versão não aparecendo no disco novo das meninas, Golden Week For The Poco Poco Beat, já é candidatíssima a melhor cover do ano.
Confere...



Vale à pena lembrar que os Arctic Monkeys tem uma versão matadora da mesma música, mas não é desse ano...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

UMA MENINA E SEUS BRINQUEDOS

Não basta cantar...

ANOMALIE AND THE SPEAKEASY EARTH

Apesar do nome um pouco tanto quanto longo, essa "banda" é o projeto da cantora, compositora e multi-instrumentista EMILIE CORPUZ. Além de tocar todos os instrumentos e escrever tudo, a menina gosta de brincar com o analógico e digital usando várias eras de influência. Desde os tempos onde guitar heros moravam em solos intermináveis, ou as passagens de tempo mais alternativas em XX. São dois EP's, a estréia com FREEWAY SESSIONS e o mais recente, que não tem três meses de nascimento, CLOUD EIGHT SESSIONS.

Atmosfericamente feito para viagens de alma por entre colorações variadas, Emilie propõe uma visão mais cheia de experimentações palatáveis, como se fosse possível anastomisar a veia mais beach houseana com lugares mais power pop. Na mesma linha de Theresa Anderson, mas com um portal mais chiclete. E isso porque eu nem vou entrar no mérito da questão de todo o ar de musa que Emilie possui.
Confere todo o novo EP e veja que ela ainda vai longe...

<a href="http://anomalieandthespeakeasyearth.bandcamp.com/album/cloud-eight-sessions">Cloud Eight Sessions by Anomalie &amp; The Speakeasy Earth</a>

NAVEGAÇÕES MENOS MATEMÁTICAS

Existem certas matemáticas inexatas...

LITLLE COMETS

A banda nascida em Cardiff já rola por muitos lugares há algum tempo. Providos de sons equacionais, mas com uma diferencial força. Na verdade nem é a velocidade que faz parte do cacife sonoro do quarteto, mas sim uma enormidade de trocas de acordes grizzlynianos. Nem mesmo a comparação com outra banda exata como o Foals é procedente.

Eles estão em um patamar onde não há muito espaço para experimentações nervosas, mas sim cores esparsamente fúcsias e nuances de melodias que lembram muito mais a contemplação. O novo clip da banda foi lançado para promover o novo disco, ISLE, que sai no dia 18 de outubro. O single com o mesmo nome deixa claro essa capacidade de beleza, o vídeo também...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PARALELAS

Projetos paralelos

LA SERA

Desde que Katy Goodman entrou para as Vivian Girls, o baixo da banda está em boas mãos. A menina que odeia música eletrônica parece pedecer de uma hiperatividade boa. Tanto assim que o projeto paralelo dela, LA SERA, acaba de lançar seu primeiro single. Never Come Around é um doce alento de do-wop que distancia-se um pouco das canções das Vivians, mas nem por isso é inaudível. De mansinho e pelas beiradas, a banda que ainda tem na sua formação Brady Hall e Jennifer Prince tem os anos em preto e branco correndo pelos acordes.
Uma música para comtemplação pipettiana e de calmaria ímpar. Pode ouvir sem prejuízo....

DO NADA....

Muitas vezes as coisas simplemente aparecem....

YUCK

Essa banda inglesa anda por trilhos iniciantes, mas pelo visto as coisas estão indo bem. Assinaram com a gravadora Fat Possum e o disco de estréia vem em 2011. Mas o single da canção Rubber chega no dia 26 de outubro. A banda transita por entre as praias low-fi na mesma linha do Pain Of Being Pure at Heart, mas possui também todos os timbres de estranheza necessários para a criação de climas mais etéreos.

Nunca é possível saber se uma banda é capaz de suprir a necessidade de hits que esse mercado fagocitário possui. Mas uma coisa é certa, a YUCK está no caminho certo.
Ouça duas aqui no GD DAUGHTER e GEORGIA.



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

ANIMAIS QUE BRILHAM

Das distorções noturnas....

ZOO SEVEN 
O nome nem é dos mais estranhos, afinal de contas se você levar em consideração que estamos falando de uma banda que é um projeto de um homem só e de nacionalidade irlandesa, poderia ter sido muito mais exótico. Mas o fato é que DEL CURRIE enquanto tocava com a sua banda, FONO aguardava a oportunidade para trabalhar com suas composições para o projeto do Zoo Seven.
Das sonoridades museanas passando pelo rock de arena e mesmo o pesado, tudo tem um pouco de cheiro de glitter, mas mesmo assim não é de um exagero nas tonalidades mais brilhantes.

Capricho na produção que ajuda na digestão, mas sem esquecer de um certo peso e sujeira por entre cada sorriso simpático que as notas acabam provocando. O que você pode conferir no clip feito para o primeiro single do disco de estréia, LIFESAVER.

sábado, 2 de outubro de 2010

GRINGOS QUE DESCOBREM O BRASIL TARDIAMENTE

Mais brasileiros descobertos pelos gringos....

THE SOUNDSCAPES


Os irmãos Raphael e Rodrigo Carvalho, nascidos em Maringá mas atualmente residentes em Nova York, essa semana tomaram as páginas virtuais dos blogs da baracklândia.
Não seria diferente pois a universalidade do som da banda é uma das melhores característcas da versão brazuca e mais garageira dos Blue Brothers.

E essa nuance não é de maneira nenhuma depreciativa. Muito bem aos túbulos auditivos a mistura da mais pura genética youthniana com acentuados sotaques la tenguistas. A velocidade imprimida é certeira e existe sempre a possibilidade de reverberações cada vez mais altas dentro de seu cérebro. Por mais evidente que sejam as influências, não existe deglutição fácil ou qualquer tipo de clichêsismo nas canções da dupla. O disco de estréia FREESTYLE FAMILY já saiu.

Para se ouvir como se fossem os últimos dias de 1994, com o som muito alto. Aqui no GD o single HERE`S WHEN.