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Fábio Navarro escolheu a escrita, pois não havia saída para o que fervia em seu hipotálamo. Desde os tempos onde, morando em um dos últimos círculos do inferno interiorano paulista,aprendeu que até um papel de pão servia como exorcismo. Nascido nos últimos dias de setembro, quando as folhas já não mais florescem. Expelido por entre restilos de cana de açúcar, dentro do ventre de uma cidade do interior, resolveu sair de casa cedo. Tão cedo que por mais que tente regredir o tempo, não consegue.

Mas esconde-se o máximo que pode através de fantasiosas inverdades escritas em papéis ou destiladas em espaços binários.

Fanático varrido por músicas estranhas, escreve sobre elas em dois sites cariocas, além do seu próprio espaço. 
Anarquista de HQ, descrente da profissão biológica e acreditando que Deus na verdade é Andy Kauffman, trabalha em seu segundo livro.

quarta-feira, 30 de março de 2011

MAIS UMA DA AUSTRÁLIA.....

Quando o cheiro de velharia embriaga:

THE FEARLESS VAMPIRE KILLERS

Como no Brasil, a Austrália tem proliferação de novas bandas a cada semana. Uma semelhança que nos dois casos liberam em seu telencéfalo desenvolvido, a capacidade de balançar o esqueleto e estalar os dedos. Podendo assim utilizar a característica única de movimento opositor do polegar. E esse quarteto é capaz de colocar seus cíngulos em polvorosa.

Em uma linha de todas as coisas boas dos anos 60 e início dos 70, a banda destila um grudento e quase rockabilly pop de primeira. Tudo muito bem assoviável e pronto para balançar a cabeça. O que você ouve abaixo é o primeiro registro dos matadores de vampiros destemidos, o single de estréia que será lançado em 09 de abril. As canções Allright Now Honey e For You And Me.


segunda-feira, 28 de março de 2011

O MAIS DO MESMO QUE SATISFAZ

Uma mistura de tudo o que já tem...

NIGHTBOX

O quinteto da Irlanda não vai reinventar a roda. Esqueça cadências cheias de emoção da renovação ou salvação pré apocalíptica de segunda feira. Tudo o que se ouve nos acordes do quinteto já apareceu em lugares como Cut Copy, Foals, Two Door Cinema Club, Robyn, Friendly Fires, MGMT e seus compatriotas sonoros. Mas então qual a relevância???

A diversão embalada de uma maneira onde a imagem mental formada é um bar completo, por muitas vezes é o que pode salvar o modorrento outono de tornar-se apenas mais uma nuance de cinza. Muito disso deve-se aos acordes e letras dos irmãos Nick e Jake Bitove, que começaram a banda por influência direta de nomes como Franz Ferdinand e The Killers. Os sintetizadores fazendo uma pequena ponte de psicodelia esperta e as batidas que fornecem cadências necessárias para que por muitos minutos, seu endoesqueleto seja agitado átomo por átomo dentro das canções.

Após saírem da  Irlanda, a banda passou um ano em Toronto trabalhando. Esse ano, com a ajuda de ninguém menos que Al-P e Sebastien Grainger (MSTRKRFT e Death From Above 1979 respectivamente), a Nightbox entrega seu mais recente EP, que você ouve abaixo.

quarta-feira, 23 de março de 2011

ANIMAÇÕES QUASE ESTÁTICAS

Para não dançar....

THE ALBERTANS

Mesmo nascendo em Vancouver, a banda possui um pequeno pé nas pradarias americanas. A mistura de simplicidade nas guitarras, batidas quase assimétricas e vocais em nuvens, fazem deles um daqueles exemplos onde a canção é sempre a primeira coisa que pega seus ventrículos. Por alguns momentos a lembrança de outras similaridades como por exemplo Breathe Owl Breathe, New Pornographers e até um distante Dirty Projectors, podem aparecer para os ouvintes.

Mas o disco de estréia da banda, chamado New Age e com data de lançamento para 19 de abril (no Canadá), promete nuances muito mais divertidas do que apenas a contemplação. Além de toda a originalidade dos video clips, como poderá ser comprovado abaixo com: The Wake, Megan, New Age (usando a animação russa Glass Harmonica de Andrei Khrjanovsky, produzida em 1968) e por fim a gravada ao vivo Milla (muito melhor que aquela do axé).