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Fábio Navarro escolheu a escrita, pois não havia saída para o que fervia em seu hipotálamo. Desde os tempos onde, morando em um dos últimos círculos do inferno interiorano paulista,aprendeu que até um papel de pão servia como exorcismo. Nascido nos últimos dias de setembro, quando as folhas já não mais florescem. Expelido por entre restilos de cana de açúcar, dentro do ventre de uma cidade do interior, resolveu sair de casa cedo. Tão cedo que por mais que tente regredir o tempo, não consegue.

Mas esconde-se o máximo que pode através de fantasiosas inverdades escritas em papéis ou destiladas em espaços binários.

Fanático varrido por músicas estranhas, escreve sobre elas em dois sites cariocas, além do seu próprio espaço. 
Anarquista de HQ, descrente da profissão biológica e acreditando que Deus na verdade é Andy Kauffman, trabalha em seu segundo livro.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

FORMAÇÃO CLÁSSICA

Se existe uma metáfora bem encaixada dentro do rock, a formação dessa nova banda poderia ser então chamada de Seleção Canarinho, Academia Palestrina, Democracia Corinthiana, Santos de Pelé e por aí vai...

FREEBASS


Pelo nome já dá para imaginar que a formação acadêmica vem do famoso instrumento de quatro cordas, que por muitos anos foi quase tão mal tratado quanto a bateria. É de lenda poderosa o fato de que, um baixo mal tocado dentro de uma banda, pode fazer uma catástrofe nuclear parecer um trac. Mas esse três senhores são exemplos de excelência no assunto.

Olha a escalação:
Peter Hook (Joy Division, New Order), Mani Mounfield (Stone Roses, Primal Scream), e Andy Rourke (The Smiths) formam essa banda que já existe há algum tempo. Em uma entrevista para a publicação NME em 2005, Peter Hook explicou como era o funcionamento da Freebass:
"Todas as músicas tem três baixos, Mani faz a parte mais baixa, Andy trabalha nos acordes médios e eu faço toda a parte alta". Com esse modo operacional, a banda de Manchester seguiu sem lançar nenhum material.
Até agora...

TWO WORLDS COLLIDE é o disco de estréia que contará com a pequena ajuda de alguns amigos dos integrantes nos vocais. Gente de peso como por exemplo, Tim Burgess (The Charlatans UK), Pete Wylie (The Mighty Wah!) e Howard Marks (Mr. Nice). O disco, julgando pelo primeiro single (que você ouve e baixa de graça) é de uma prazeirosa e leve conjunção de acordes semi pops. Com uma exaltação ao instrumento obviamente, mas com o poder de notas low-finianas transpassando seus ouvidos e liberando seratoninas sorridentes. De maneira quase infanto-juvenil, a Freebass é uma das bandas que mantém aquele frescor conectado às melodias com profusão de batimentos dos pés no chão.

Ouça sem prejuízo o single IT'S NOT TOO LATE...

It's Not Too Late / Freebass by GDO2

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