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Fábio Navarro escolheu a escrita, pois não havia saída para o que fervia em seu hipotálamo. Desde os tempos onde, morando em um dos últimos círculos do inferno interiorano paulista,aprendeu que até um papel de pão servia como exorcismo. Nascido nos últimos dias de setembro, quando as folhas já não mais florescem. Expelido por entre restilos de cana de açúcar, dentro do ventre de uma cidade do interior, resolveu sair de casa cedo. Tão cedo que por mais que tente regredir o tempo, não consegue.

Mas esconde-se o máximo que pode através de fantasiosas inverdades escritas em papéis ou destiladas em espaços binários.

Fanático varrido por músicas estranhas, escreve sobre elas em dois sites cariocas, além do seu próprio espaço. 
Anarquista de HQ, descrente da profissão biológica e acreditando que Deus na verdade é Andy Kauffman, trabalha em seu segundo livro.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MAIS DELAS.....

Elas voltaram....

EMA
 Fazia algum tempo que uma cantora não entrava na lista dos vinis virtuais.
Pois bem, a senhorita Erika M. Anderson é capaz tanto de misturar sons quase inaudíveis em acordes de guitarra que mais parecem gritos amedrontadores, quanto uma suavidade que beira algo como a Beach House.

Aos 18 anos Erika mudou-se da Dakota do Sul para Los Angeles, mas não pense que a cantora é mais uma das novas caras dentro do cenário. Ema já solta seus petardos há algum tempo. Ex-guitarrista da AMPS FOR CHRIST e posterior formação, que teve o nome de Gowns. Duas bandas que transformavam atributos eletrônicos com notas mais clássicas. Fazendo com que a publicação Pitchfork, comparasse a Gowns com outro combo importante dentro do chamado indie folk, a banda The Mountain Goats.

Mas a menina decidiu querer uma aventura pelo lado solo da força e lança seu primeiro single. A canção THE GREY SHIP é uma epopéia de sete minutos onde Erika, destila todo o repertório de influências e desconexão do modus operandi de compor canções alternativas. Assimétricas saídas, estruturas que desmontam o acaso e perfazem caminhos completamente distintos, mas que possuem o amálgama do difuso cravado em cada nota.

Da contemplação à lisergia psicografada, Ema mostra que tem muita coisa ainda para mostrar. Ouça The Grey Ship....

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