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Fábio Navarro escolheu a escrita, pois não havia saída para o que fervia em seu hipotálamo. Desde os tempos onde, morando em um dos últimos círculos do inferno interiorano paulista,aprendeu que até um papel de pão servia como exorcismo. Nascido nos últimos dias de setembro, quando as folhas já não mais florescem. Expelido por entre restilos de cana de açúcar, dentro do ventre de uma cidade do interior, resolveu sair de casa cedo. Tão cedo que por mais que tente regredir o tempo, não consegue.

Mas esconde-se o máximo que pode através de fantasiosas inverdades escritas em papéis ou destiladas em espaços binários.

Fanático varrido por músicas estranhas, escreve sobre elas em dois sites cariocas, além do seu próprio espaço. 
Anarquista de HQ, descrente da profissão biológica e acreditando que Deus na verdade é Andy Kauffman, trabalha em seu segundo livro.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

VOZEIRÃO

Quando eles apareceram pela primeira vez confesso que torci o nariz....


CEE-LO GREENQuando o Gnarls Barkley adentrou ao ouvido médio desse que vos escreve pela primeira vez, talvez meu lado marxista proletáriado cortador de cana de esquerda tenha ficado alerta por ouvir a música Crazy no programa do Luciano Huck. Só depois de alguns anos (e foram alguns anos mesmo, visto que só depois que ouvi uma versão que a banda fez para Reckoner do Radiohead interessei-me), ouvi com mais atenção. Mas que bom que a idiotice politizada saiu de minha cabeça, pois assim consegui ouvir coisas como os milhares de projetos do Danger Mouse (Broken Bells e com Sparklerhorse), assistir Cee-Lo tocar com o Foo Fighters e por aí vai.
Desde então a dupla de compositores e magos encantam dois paralelos dentro de minha cabeça. Danger Mouse é o homem mais cerebral ao passo que Cee-lo veste as vezes de louco e crooner, essa faceta exercida com maestria devido ao acachapante timbre de voz devastadora que ele possui.
Uma prova disso é a canção GEORGIA, single novo quase uma reinvenção da canção de Ray Charles, mas de uma roupagem e estrutura diferentes. E mesmo assim tendo essa levada clássica, jamais chega à ser inascessível.
Para quem gosta de boa música independente do rótulo indie ou não, o vocalista é um prato cheio.
Ouça aqui no GD em primeira mão GEORGIA.



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