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Fábio Navarro escolheu a escrita, pois não havia saída para o que fervia em seu hipotálamo. Desde os tempos onde, morando em um dos últimos círculos do inferno interiorano paulista,aprendeu que até um papel de pão servia como exorcismo. Nascido nos últimos dias de setembro, quando as folhas já não mais florescem. Expelido por entre restilos de cana de açúcar, dentro do ventre de uma cidade do interior, resolveu sair de casa cedo. Tão cedo que por mais que tente regredir o tempo, não consegue.

Mas esconde-se o máximo que pode através de fantasiosas inverdades escritas em papéis ou destiladas em espaços binários.

Fanático varrido por músicas estranhas, escreve sobre elas em dois sites cariocas, além do seu próprio espaço. 
Anarquista de HQ, descrente da profissão biológica e acreditando que Deus na verdade é Andy Kauffman, trabalha em seu segundo livro.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

NOVA VALQUÍRIA

Dentro de milhares.....
Quem???
FOE
Que existe uma profusão acelerada de elétrons em forma de cantoras no mundo altenativo-indie-pop-rock ou como você queira definir, é notório.
Muita gente enveredando por esses caminhos outrora percorridos por valquírias como Joan Jett, Debbie Harry, PJ Harvey, Patti Smith, Justine Frieschmann, Donnita Sparks e até uma senhora chamada Courtney Love.

O problema todo é que na maioria das vezes tudo cheira à uma certa armação que remete aos velhos programas de talentos, com vozes educadamente afinadas e postura de rebeldia digna de qualquer botique de Paul. Até a atriz do seriado Gossip Girl está mostrando uma atitude panda roqueira cercada de produção caprichada.
Esse talvez seja o maior entrave, muita estrela e pouca constelação como diria um certo Raul, mas de vez em quando as conjunções kármicas cósmicas acertam os ponteiros com o destino e surgem certas eletrólises revigorantes....

Hanna Clarke (nascida em Fleet no RU) é um desses casos de energia em estado de sublimação de alma pura. Uma sonoridade explosiva e diferente do que hoje apresenta-se no quesito. Na atitude e na musicalidade, Foe lembra muito mais as amazonas que eram capazes de distorcer seu sistema límbico com acordes visceralmente elétricos e olhares que decapitam corações em fúria.
Uma sonoridade que pode ser pesada e mórbida, mas ao mesmo tempo irresistível. Com capacidade de balançar seu fêmur e do mesmo modo chacoalhar sua cabeça. Como se fosse possível fundir PJ Harvey e Shirley Manson em um só cérebro e corpo.

De influências nas escuras garagens de Seatlle, mas sem perder a modernidade de sons binários, essa menina tem muito mais cartas na manga do que pode-se imaginar.
Ouça no GD duas canções dela (o single Charity Cases e Tyran Song) e o vídeo de A Handsome Stranger Called Death. Corra atrás....


Charity Cases by FOE

Tyran Song by FOE

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